AMAR É PINK

“Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor vale amar”...
(Milton Nascimento)


Que amar é punk, todo mundo sabe. Agora, se existe um amor mais punk que o amor hetero é o amor gay. Deixa-me explicar.  Para mim, é inconcebível vivermos na segunda década do ano dois mil e ainda percebermos quilos de preconceito em cima de quem optou amar (e se relacionar) com pessoas do mesmo sexo. Amor é amor, independente se seu par e você fazem xixi em pé ou sentado. Esqueça a religião, o Adão e Eva, os dogmas sociais. A natureza está aí pra provar que o amor entre o mesmo sexo existe desde que há vida na Terra. Desde os tempos remotos. Desde bem antes das orgias de Alexandre - O grande. A verdade é que é difícil lutar contra a natureza. É difícil calar o amor. Difícil julgar quem está com o coração cheio de coisas boas e tem que se esconder, por medo do que possa achar. Eu sei que, desde a época das nossas avós, as coisas já melhoraram. Sei também que não é fácil para quem teve uma educação rígida - nesse sentido - aceitar “certas coisas”. Por isso, morro de alegria quando vejo minhas leitoras no facebook em um “relacionamento sério”, com outra garota igualmente fofa e corajosa.  A nova geração está mais leve, ao que me parece. Mas nem por isso deixam de sofrer, de passar por bullings na família, na faculdade e no trabalho. É triste isso. Na minha opinião, o amor deveria estar acima de tudo. Ser gay não é problema, doença ou desvio de caráter. Pelo contrário. Tenho grandes amigos gays e isso pra mim é tão natural, que fica até difícil explicar.  Cresci vendo meninas beijando meninas e meninos beijando meninos.  Não sou gay por um triz. (Ou, talvez, por ser uma fiel adoradora do universo masculino). A verdade é que me incomoda conviver com o preconceito camuflado (sim, porque esse é o pior preconceito).  Me deixa triste ver que existe muita gente que se ama e que, se não estão juntos (ou juntas), é porque a sociedade os faz pensar que isso tudo está errado.  ESTÁ ERRADO, SOCIEDADE?  Desde quando AMAR é pecado? Pessoas podem e devem amar quem quiserem. Independente do sexo. Independente da conta bancária. Independente de toda a cafonice. O AMOR É O QUE DÁ SENTIDO À VIDA. E quem no mundo tem o direito de tirar o SENTIDO da vida de alguém, por puro preconceito? Ou melhor: quando nos tornamos, assim, tão prepotentes?
Pensem. E reflitam. ESTÁ NA HORA DE MUDARMOS ESSE CENÁRIO.



Ps.: Esse post é dedicado a todos que acreditam no amor e às minhas (muitas) queridas leitoras que me escreveram, contando suas histórias e sugerindo o tema. 





50 Fala, coração!:

 

Dia 03 de dezembro tem Gabi Mello!

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