"Para todas os obcecados e os rejeitados,
E para todos os amores perdidos". 
(Neil Gaiman)



Vamos encarar a realidade? Vamos colocar os pingos nos is? Se você não está feliz, o problema é SEU. Sinto dizer, meu amigo. O problema é seu. (Única-e-exclusivamente seu). O problema não é meu. O problema não é dele. O problema não é do destino. Do mundo astral. Nem da novela das oito. A pior coisa no mundo (e mais covarde também) é distribuir culpas e se tornar vítima do próprio sofrimento. Mas não te culpo. Nós crescemos assim. Jogamos a responsabilidade de ser feliz nas mãos dos outros. Vai dizer que não? Vai dizer que você nunca disse a eterna frase dos acorrentados: A CULPA NÃO É MINHA!
Ah, sei... Se a VIDA é SUA, a culpa de você estar aí, decepcionado, inquieto, cheio de raiva no coração é das pessoas que inexplicavelmente se voltaram contra você? Sinto te informar que não. A culpa é sua, sim. Aceite. Aceite sua culpa como sua máxima verdade. Tome-a nos braços. Você é culpado pela sua infelicidade. Pela sua felicidade. Por tudo o que você faz e recebe da vida. Decorou? Então tome nota. O que você plantou, estará na sua mesa. Não é fácil, eu sei. E eu digo isso porque preciso acordar. 

Eu não posso dizer que ELE me decepcionou. Eu não tenho o direito de achar que meu coração tem duzentos e cinquenta e cinco cicatrizes porque o amor é uma faca afiada que corta. Vamos jogar aberto. A culpa é minha. Eu dei meu coração. Eu inventei um amor. Eu criei expectativas. Então, com sua licença. A culpa é minha. Minha culpa. Minha feia culpa que é minha e de mais ninguém. Minha culpa de sete pontas. Minha culpa que me faz olhar a vida e me sentir personagem principal de uma página triste. E não é só triste. É uma culpa (que pode ser) também boa. Porque me faz exercitar um sentimento maior (e mais brilhante que o mundo): o perdão. 

Se eu pudesse escolher um verbo hoje, eu escolheria PERDOAR. Assim, conjugado na primeira pessoa, com objeto direto e ponto final: EU ME PERDOO. Não, eu não te perdoo porque não tenho porque TE perdoar (você é limitado e isso é outra história). Eu tenho que perdoar A MIM. A mim, que me ferrei. Me iludi. Me fodi. Me refiz. Me encantei. A culpa é minha. Minhas e das minhas expectativas.  Minha e da minha imaginação pra lá de maluca. Então, com sua licença, deixe EU e MINHA CULPA em paz. Eu e meu delicioso perdão por mim mesma.

Mas, olha, eu só te peço uma coisa: PARE de culpar a vida! Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se estrepe. Se mate. Mas se perdoe. PELO AMOR DE DEUS, SE PERDOE!


Quem quiser patrocinar essa coluna (que só posta textos beeeem antigos) ou anunciar no blog, só enviar um email para contato@fernandacmello.com. Obrigada e tenham todos uma ótima Páscoa!



9 Fala, coração!:

 

Dia 03 de dezembro tem Gabi Mello!

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