Que filme a gente seria?




Difícil começar a escrever sobre temas que anotei na minha lista de “crônicas para se pensar”, quando só uma coisa me vem à cabeça. Você. É, você.  Você e seu jeito de me olhar quando eu abro a porta de casa. Você e suas blusas Hering sempre iguais. Você e seu jeito de mudar o canal cem vezes por minuto. Você e seu jeito tosco que às vezes me irrita. Você e suas manias engraçadas que me fazem rir. Você e seu coração que quase te engole. Você e seu jeito investigativo de olhar para o mundo, como se tudo fosse um filme. Achando planos. Ângulos. Luzes. Sombras. E me enquadrando no meio de tudo. 

Nessas horas, te olho e penso: que filme se passa quando você NOS vê? Que filme te lembra quando você ME vê? Seria eu uma das mulheres loucas de Almodóvar? Uma neurótica com ares novelle vogue, bem Woody Allen? Ou – quem sabe?- surgiríamos das telas lisérgicas de Kubrick, surpreendendo a nós mesmos, com atitudes e tons que teoricamente nunca teríamos? 

Mas... Não. Não seria assim. No máximo, Agnes Varda te serviria de inspiração (gosto de pensar que você me acha maluca, mesmo tendo consciência que isso te assusta). A verdade é que tudo em você é original demais. Sua mente é intensa e infinita e eu adoro pensar nas imagens que dançam em sua cabeça. (Logo eu, que penso SÓ com palavras). 

Aposto que agora você está imaginando: como seria o NOSSO filme? Bom, tenho uma coisa a dizer. A história é nossa, mas a direção é sua. Sempre foi, desde que te conheci. E eu te sigo,sigo... Produzo o que não existe, crio diálogos intermináveis, 
mudo o roteiro a toda hora. E tenho que confessar, mesmo tendo a lua em Áries (coisa de quem não aceita ordens): eu GOSTO disso. Gosto que você dirija. O carro. O ritmo. A ordem. A viagem. A relação. Porque, vamos ser sinceros... Se fosse eu a diretora dessa história, nosso longa-metragem seria um curta (já que nunca fui dada a grandes experimentos). Mas você me mostrou que faz parte acreditar. Amadurecer. Ter paciência. Relevar. OK. Vale conhecer o enredo. Vale apagar tudo e recomeçar. Vale rebobinar e rever.  Vale apertar o pause e tentar. Não é assim? Por isso, antes que esse texto vire um emaranhado de metáforas baratas de cinéfilos, vou improvisar e dizer sem pensar (porque ambos sabemos que esse é um dos meus hobbies preferidos e meu “quase talento”): te deixo nos guiar, se você, por sorte, me deixar escrever. O roteiro é meu. Mas a direção é sua. Adivinha só o final que eu reservei para nós?




A sétima arte, em palavras - Gustavo Rezende


Um grande espetáculo visual. Esse é o principal atrativo do blockbuster Os Vingadores: A Era de Ultron. Dispondo de recursos mais modernos, o longa usa e abusa dos efeitos visuais, nos brindando com um festival incrível e empolgante envolvendo o Homem de Ferro, Capitão América, Hulk, Thor, Gavião Arqueiro, Viúva Negra e outros novos integrantes apresentados ao longo da projeção.
Muitos consideram A Era de Ultron o melhor de todos os filmes envolvendo os heróis da Marvel.


 Eu discordo e o acho inferior ao primeiro longa da saga. Na verdade, acredito que fui com muita sede ao pote e a água disponível não era capaz de cessar a minha sede. Mesmo assim vou citar alguns motivos que me fazem pensar que esse segundo Vingadores não é tudo isso que estão dizendo:
1) O vilão Ultron não possui nem metade do carisma e magnetismo de Loki, vilão principal do longa de 2012. Além disso tenho preguiça de vilões que não são de carne e osso, pra mim perdem impacto. 
2) A Era de Ultron sofre com um pequeno problema de ritmo. O filme apresenta cenas super empolgantes que são quebradas na sequência por longas cenas paradas, prejudicando a intensidade da produção.
3) Sinceramente não vi nenhuma vantagem no 3D, tornando-se um investimento desnecessário.
4) O filme trata de vários temas como poder, inteligência artificial e disseminação de informações pela internet, mas não se aprofunda em nenhum deles tornando o roteiro vez ou outra confuso.
5) O filme não tem o senso de humor, que foi um dos grandes destaques do primeiro Vingadores.
Os pontos positivos também são vários. Um deles é valorizar e contar de forma mais minuciosa a história de todos os personagens que compõem os Vingadores. Esse recurso, utilizado através do poder da gêmea (nova personagem) - que é capaz de ler a mente - nos faz conhecer os conflitos internos e as motivações dos heróis. 
Para quem não conhece, a história mostra um novo Sistema de Inteligência Artificial criado por Tony Stark que cuidaria da paz mundial. O projeto acaba dando errado e gera o nascimento do Ultron (voz de James Spader). Os Vingadores terão que se unir para mais uma vez salvar o mundo da nova ameaça.

CONCLUSÃO
Gostei do filme, mas esperava mais!


Gustavo Rezende (instagram @gustavosrezende) é publicitário, especialista em desenvolvimento de produtos cosméticos e amante da sétima arte. Criador do instagram @cinediario, contribui semanalmente com críticas, indicações e curiosidades sobre os melhores filmes.










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Dia 03 de dezembro tem Gabi Mello!

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