Passe Livre

Coluna Amanda Jéssica


Vida corrida. Felicidade assumida.

As coisas não estão fáceis: a gente acorda todo dia na correria, toma um banho, come qualquer coisa, escova os dentes e vai. O trânsito é um caos. Quem pega ônibus, coitado, espera uns bons minutos até entrar e se espremer entre outros tantos guerreiros que acordam antes mesmo de o sol nascer. Os que trabalham têm que, muitas vezes, aguentar aquele chefe pé no saco ou aquele colega invejoso. Os que estudam, tadinhos, sofrem como ninguém nas mãos daqueles professores grotescos, que sentem a necessidade de ver os alunos choramingando todo fim de semestre por uns pontinhos a mais. Nos falta tempo: a manhã passa voando, o almoço é curto e a tarde logo chega para a gente recomeçar as obrigações do início do dia. Não há espaço para respirar. O mundo exige da gente perfeição em absolutamente tudo. Entre uma coisa e outra, damos uma olhadela no celular e vemos a Gabriela Pugliesi com aquele corpo, a Bruna Marquezine cada dia mais linda e a Marina Ruy Barbosa cada vez mais diva, com aquele cabelo sensacional que, se fosse em nós, meros mortais, teria um tom cenoura horripilante, com certeza. Quando chegamos em casa, sofremos com a dúvida cruel: se esparramar no sofá ou correr para a academia? Queremos a primeira opção, mas o dever nos chama, porque sabemos: se nos rendermos, os quilos a mais vêm com tudo. Na volta, ainda estudamos. Terminamos o trabalho que trouxemos para casa. E temos que brincar com o cachorro que, pobrezinho, passou o dia ansioso, esperando por uns minutinhos de atenção. Na hora de dormir, claro, a gente sofre de insônia, porque, o corpo para, mas a mente, acelerada, não deixa que a gente descanse. Um carneirinho, dois, três... 857 e pronto: o despertador toca novamente e a batalha recomeça.
Aí, às vezes, eu fico me perguntando: "vale a pena?". E a vida vai me mostrando, todos os dias, que, mesmo com tudo isso, ainda há motivos para sorrir. Que, apesar daquela "amiga" sacana, ainda existem poucos - e bons - em quem confiar. Que o ex foi um FDP, mas o atual chegou para mostrar que companheirismo e cumplicidade não são utopia. Que existe corrupção, mas gente honesta também tem aos montes. Que o almoço é curto, mas sempre sobra um tempinho no fim de semana pra chamar aquela amiga de infância para jantar. Que saudade dói, mas significa que o passado foi incrível. E que felicidade, definitivamente, não é sorrir sempre. É reconhecer que, mesmo com as dificuldades, viver vale, sim, a pena. E é maravilhoso. Porque momentos incríveis, ainda que raros, são a única coisa que a gente carrega. Até o fim.

- Amanda Jéssica
@amandajessicab
@coisasdestavida_



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Dia 03 de dezembro tem Gabi Mello!

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