Dona Baratinha é punk!


Contos de fada no Divã

Ando frustrada com muitos contos infantis, dessa vez em especial com “O casamento da Dona Baratinha”. Confesso que fiquei constrangida ao contar para meu filho de seis e minha filha de quatro anos a história de uma baratinha que era infeliz porque não havia “arranjado marido”.
Com isso me veio à pergunta, já que sabemos o quanto a literatura pode interferir no nosso desenvolvimento porque ainda passamos adiante esse tipo de valores que não condizem mais com as conquistas que nós tivemos como pessoas e, principalmente como mulheres. Já nascemos idealizados com os desejos que nossos pais depositam sobre nós enquanto nos aguardam, recebemos educação, mas a cultura também é fundamental para nos formar como indivíduos e cidadãos. Alguns contos que foram escritos há muito tempo deixam em conflito quem busca se realizar de outras formas e que são infelizes porque não encontraram ninguém para se casar. Não há problema nenhum em “encontrar  alguém que lhe dê amor”, o problema está em acreditar que essa é a chave para a felicidade. E vou te contar uma coisa que acontece muito entre minhas pacientes, além de ter que lidar com o que lhe fizeram acreditar ser verdade é preciso lidar com a cobrança social. Tem muita gente que é bem sucedida profissionalmente, mas que se incomoda com os olhares pensantes sobre seu estado civil. São lindas as princesas, mas acho a maioria muito boba por esperar o príncipe encantado como objetivo de vida. Hoje somos princesas quando vamos sozinhas a uma livraria porque isso nos enche de conhecimento e sonhos, e não para arranjar alguém inteligente. Somos princesas quando vamos ao salão de beleza porque queremos nos cuidar, por dentro e por fora, porque somos independentes emocionalmente.  Somos felizes para sempre se estamos em paz conosco sem necessitar do olhar de alguém. Somos felizes para sempre porque temos atitude e não precisamos depositar nossa felicidade em um relacionamento que não seja com a gente mesmo.


"Amor no Divã" e "Frases no Divã" é escrita pela psicóloga, psicanalista clínica, gestora de pessoas e especialista em projetos para terceiro setor +Renata Lommez,que me ajudou em todo o livro O AMOR NA TPM. 

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Dia 03 de dezembro tem Gabi Mello!

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