NA DÚVIDA, DESCOMPLIQUE...


“In every life we have some trouble,
When you worry you make it double
Don't worry, be happy”...




Queridos, trago boas novas. Para ser feliz agora não é preciso ter rios de dinheiro. Um amor de cinema. Um corpo de Sabrina Sato. Nem um rosto de parar o trânsito. Para ser feliz, não é preciso nem ter uma carreira brilhante. Um carro zero. Uma família de comercial de margarina. Nem – tampouco – é preciso ser sensacional. É claro que tudo isso ajuda (se presente). Mas garantia, garantia mesmo de felicidade, nada disso dá. Então, por favor, GRIFEM. E DECOREM. Felicidade a gente SÓ encontra dentro da gente. Enlouqueci? Não. Pelo menos, eu acho que não. Acabei de voltar de Itacaré e vou dizer o que vi por lá. Pra começar, gente simples que sorri mais (muito mais!) que aqui – na dita cidade grande. Pessoas gentis, com pés descalços, vendendo artesanato na areia quente, com a alma mais leve e fresca do que eu jamais ousei imaginar. Sério, pessoal. Há muito tempo não via tanta simplicidade (e alegria!) juntos. Eu sei que o cenário ajuda. (Lá é um dos lugares mais lindos que já vi). Mas depois que viajamos (acho viajar o exercício de autoconhecimento mais incrível que existe), nosso ponto de referência se altera. Muda e, dependendo de como você embarcar na viagem, MUDA MUITO. É aí que o bicho pega e a gente começa a se questionar sem parar: ENTÃO, É ISSO MESMO?

Entendam uma coisa. Não estou dizendo para a gente largar emprego, abandonar família, parar de malhar, comer só Nutella ou virar hippie... Nada disso. A palavra de ordem é EQUILÍBRIO. E a receita (se é que existe) é uma só: fazer as pazes com você mesmo, se aceitar, diminuir as expectativas e entender que felicidade não é TER. É SER. E no meu caso, é SER como o Ademir, o Cosme, o Seu Lauro... Pessoas de uma simplicidade encantadora que conheci por lá e que me deram uma lição pra eu nunca mais esquecer: “SEJA, minha amiga, mas SEJA NA PAZ”. Sem expectativas irreais. Sem pressões absurdas sobre si mesmo. Sem pirações desnecessárias.

Papo de riponga? Pode até ser. É a sabedoria das pessoas simples. (Deliciosamente simples!). O saber de quem nunca estudou e – ainda assim – tem um conhecimento para deixar muito intelectual de queixo caído. DUVIDAM? Então deixa eu contar uma coisa. Depois de conversar com essa gente, fica impossível não questionar a falta de tranqüilidade, de simplicidade e de gentileza que controla o resto do mundo. Quando colocamos os pés num lugar assim (no caso, em Itacaré), a gente redescobre o que estava perdido e pensa: que vida é essa que estou levando? E as dúvidas surgem. A insatisfação dá as caras. E passamos a repensar tudo o que está em jogo. As conclusões? Ah, são muitas... E, quer saber? Não são fáceis, porque a gente vive num mundo onde a mídia e a sociedade nos influenciam muito. Mas, mesmo assim, devo deixar registrado. Não vale a pena ter uma conta bancária recheada se o dinheiro só te trouxer estresse. Não vale ter um amor ao seu lado se só te trouxer descontentamento. Não vale ter um corpo sarado se não puder cair de boca num bobó de camarão. Não vale ter amigos divertidos que não se interessam pelo que você sente. Não vale (definitivamente não vale), ter um emprego que NUNCA te deixa dormir.

É turma, felicidade tem muito mais a ver com estar em paz do que a gente pensa. E nunca vamos nos sentir bem em nossa própria pele se a cabeça tiver cheia de neuroses e demais ansiedades. Difícil? Ah, Deus, bota difícil nisso! Por isso, volto com as malas cheias de arte, rabiscos e ideias. De quebra, trago também a simplicidade e a tranquilidade baiana. Mesmo agora, em plena cidade grande, na frente do meu antigo computador, posso pegar emprestado o estilo de vida do Seu Lauro. A inteligência simples do Ademir. O sorriso fácil do Cosme. E, bem... Tentar adaptá-los para mim. É fato que a vida nem sempre é um mar de rosas. Mas “Veja bem, galega, preocupação não deixa ninguém saUdio. De mais a mais, depois que a gente morre, a gente leva da vida o quê?”. Eu me atrevi a dizer: Seriam lembranças, Seu Lauro? E ele sorriu satisfeito. “É galega, NADA mais que lembranças.”

Eu e Seu Lauro num passeio cheio de "causos".

Arte do Ademir
Cosme










Todo esse texto me trouxe a seguinte questão: O que eu vou levar daqui?

Trânsito caótico, cara-feia, mau-humor, ansiedade, estresse diário, regras espartanas e uma mala de birutices...?

Ou um sorrir fácil de quem entendeu que a vida é simples demais pra se complicar?



Alternando entre um e outro, vamos tentando... Exercitando a arte de ser leve. Tirando o peso das costas. E, vez por outra, colecionando boas lembranças.

NÃO É ISSO, SEU LAURO?


Seu Lauro

 Fotos: Marinho Antunes

43 Fala, coração!:

 

Dia 03 de dezembro tem Gabi Mello!

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